sexta-feira, agosto 19, 2005

Bom dia eu diria
Desde meus profundos entulhos
À toda merda exterior
Bom dia aos vigiados
Cujas cabeças são
Rádios engasgados
Mas sequer olho ao redor
O vai e vém dos cadáveres
Já sei de cor
Cada sombra que passa
Já não movimenta as águas
Singro meu caminho sem mágoa
Na espera do absurdo impossível
Se a beleza dilacera o cão
E o põe a uivar contra a parede
É por causa da estrela que sucumbiu ao relógio
E da escola que excita a caveira.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

e se desligássemos?desconctássemos todas as buzinas,as sirenes,as tomadas e só ficássemos com a natureza e sua enormidade de sons indestemíveis? O cão não teria parede e a beleza estaria livre para coabitar todos os dias aos putrefados humanos sãos e suados.

5:33 a.m.  

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